O esperado, a Mangueira cumpriu! A escola transformou o prefeito do Rio Marcelo Crivella em boneco de Judas na sua última alegoria do desfile da manhã desta segunda-feira (12). A escola defendeu este ano o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” uma crítica ao corte de verbas da subvenção e uma reflexão sobre os rumos que o carnaval está tendo.

A última alegoria da Mangueira trazia os dizeres: “Prefeito, pecado é não brincar o carnaval” e o boneco do prefeito como Judas que são malhados no sábado de aleluia e a placa “Pega no Ganzá” – um samba que o bispo prefeito cantou para pedir apoio aos sambista, durante sua candidatura a prefeitura do Rio.

No primeiro carro da escola também havia outro recado para o prefeito: uma silhueta de braços abertos coberta de plástico com a frase: “Olhai por nós, o prefeito não sabe o que faz”. Era uma referência a alegoria que traria um Cristo Redentor com mendigos no desfile de 1989 da Beija-Flor de Joãosinho Trinta, que foi para a Avenida coberta por um plástico preta com os dizeres “Mesmo proibido, olhai por nós”.

Durante o desfile da verde e rosa, Leandro também falou sobre a proposta do desfile deste ano: “É um carnaval do povo. Vai ter o povo brincando na Mangueira. É um enredo autoral do Leandro Vieira, que a gente achou por bem que era o momento para apresentar, por tudo q o carnaval da passando o desprezo e falta de compromisso do prefeito com o maior espetáculo da terra”.

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